terça-feira, 23 de junho de 2009

Estádio de futebol, alegorias e dor.

A Aninha não queria ir ao Morumbi.

Estava meio mal impressionada pela última experiência, uma visita ao parque Antártica contra o Palmeiras e em minoria absoluta, no cantinho da arquibancada.

Ela tinha razão. Nestes jogos em que somos “torcida visitante”, a maioria dos torcedores da nossa própria torcida é de organizadas, que costumam ter rituais e figurinos bem agressivos, além do clima que fica no ar com tantos policiais nos "protegendo".

Mas consegui convencê-la. Viver um jogo eliminatório de Libertadores é algo diferente. Saber que dali só vai sair um dos dois times, que alguém vai sair direto para casa e seus campeonatos domésticos, já dá uma emoção mais forte.

É preciso sair de casa sabendo que provavelmente vai sofrer, angustiado, eventualmente frustrado.

Fomos e realmente sofremos. Ela conheceu esta experiência diferente de uma eliminação. Cruzeiro venceu e ela foi testemunha da última página da “Era Murici”.

Ainda não me confessou nada, mas sei que tem noção de que é muito bom viver até mesmo estes momentos difíceis. Viver a história, estar presente, já é uma vitória, ainda que o futebol seja apenas representação, alegoria de outros movimentos.

2 comentários:

Fernando Amaral disse...

E assim vamos.

Renata disse...

Quero a "Era Murici" no Palmeiras.