domingo, 22 de novembro de 2009

Domingo nervoso

Hoje foi dia de sofrer muito.

Não foi possível acompanhar todos os lances do jogo do Flamengo com o Goiás.

Já tinha sido muito difícil acompanhar o do São Paulo.

Muito desgaste para um dia só.

Bom mesmo é ver o quão ridículo é ouvir os torcedores rivais gritarem de desespero, cada vez que o São Paulo se dá mal. Poucas vezes vi movimentos invejosos tão ridículos.

Vamos ver, na próxima rodada, se o Corinthians tem metade da dignidade do Goiás.

Ronaldo vai entrar em campo e tem a chance de não manchar o seu currículo. Haverá muitos contra-ataques e têm que correr contra o Flamengo.

Não vou esperar por isto, mas vou ficar de olho. O Corinthians já passou por momentos bem questionáveis, já foi salvo pelo São Paulo (de ser rebaixado, com gol de Grafite). Vamos ver a estatura moral deles...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Palmeiras e Fluminense

Do Blog do Torero, hoje:
http://blogdotorero.blog.uol.com.br/

Diálogo entre palmeirense e tricolor

Hoje pela manhã, no Bar da Preta, estavam Ivo, o exclamativo, e Vicente, o reticente. Ivo é tricolor doente. Vicente, um doente palestrino.

Os dois sentaram-se lado a lado e logo começaram a conversar. Mas não acho que aquilo tenha sido um diálogo. Foram mais dois monólogos paralelos.

“Me vê um desses aí para comemorar!”, disse Ivo apontando para a travessa que a Preta mantém sempre cheia de torresmos gigantescos.

“Também quero um”, falou Vicente. “Quem sabe assim as minhas veias entopem e eu morro de uma vez...”

Vicente não estava exatamente de bom humor. Cabisbaixo, deu uma mordiscada em seu torresmo e murmurou: “O meu time deixou escapar o título...”

“O meu vai escapar do rebaixamento!”, exclamou Ivo, dando uma barulhenta mordida em seu pedaço de porco. Ainda mastigando, emendou: “E ainda seremos campeões da Sul-Americana!”

“O meu Palmeiras talvez nem consiga entrar na Libertadores...”

“E olha que o nosso técnico estava em baixa. Vinha de três demissões!”

“O nosso estava em alta. Vinha de três títulos...”

“Até aquela briga depois do jogo foi divertida. A gente acabou com eles!”

“Aquela briga no meio do jogo terrível. Acabou com a gente...”

“Foram sete vitórias nos últimos sete jogos!”

“Só uma vitória nos últimos sete jogos...”

“Nas últimas semanas ganhamos de Atlético Mineiro, Cruzeiro e Palmeiras, que estão lá em cima da tabela!”

“Nos últimos tempos não ganhamos de nenhum dos quatro clubes que estão na zona de rebaixamento. Perdemos do Náutico, do Santo André e de vocês. E no empate com o Sport teve aquele apito do juiz...”

“E pensar que ficamos um bom tempo na lanterna!”

“E pensar que ficamos 19 semanas em primeiro lugar...”

“O time está mais unido do que nunca! O pessoal só pensa em vencer!”

“O time está rachado do que nunca. Tem uns jogadores que só pensam em ir para a Europa...”

“Fred foi um grande acerto!”

“Vágner Love ainda não disse a que veio...”

“Viu como a nossa torcida ficou no estádio depois da partida, comemorando e soltando fogos?!”

“Viu que o nosso presidente deu vexame e pegou nove meses de gancho...?”

“Ah, que fase!”

“Ah, que fase...”

“Preta, mais um torresminho!”

“Preta, mais um torresminho...”


Por Torero às 08h37

domingo, 15 de novembro de 2009

São Paulo e Flamengo na liderança

O Flamengo chegou na segunda colocação.

Ou seja: acabou a racionalidade.
Agora os artistas da Globo descobrem que existe o campeonato, agora os jornais cariocas começam a fazer um barulho desagradável.

É um pessoal que não entende nada de estatísticas, que não guarda informações, que não têm argumentos, mas crenças.

Embora sejam divertidos em seu deslocamento da realidade, não têm muita graça, porque não são interlocutores. Trocar idéias é algo sinalagmático e eles não completam este liame.

Quase no mesmo dia, dois amigos meus de orkut que são flamenguistas resolveram postar sobre a liderança do São Paulo, na semana passada, quando aquele gol do Obina foi anulado.
Quer dizer, eles sequer se lembravam que o Rogério Ceni defendeu um pênalti contra o Flamengo no Maracanã e que o juiz mandou voltar, num roubo sem vergonha, daqueles iguais aos da década de 80 ( o galo, tadinho, até hoje lembra da expulsão precoce do Reinaldo na libertadores).

Eles mandam no Rio. Morrem de inveja do São Paulo (o Kleber Leite havia dito que seria um desastre o título do São Paulo ano passado), e acham que são os atuais campeões mundiais, desde 1981.

Tenhamos paciência.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Intolerância e preconceito II

O mais absurdo aconteceu no episódio da menina de saias vermelhas:

Ela foi expulsa da UNIBAN.

Como pode uma instituição querer ser chamada de Universidade e - ainda assim - perseguir por motivo moralista uma aluna?

Segundo o blog do Paulinho, o Fernando Capez faz parte da direção do curso de Direito daquela instituição.

Só mesmo na idade média seria possível acontecer algo parecido, ou ainda nos tempos da inquisição.

Tem que ser algo anterior à 1968, à Declaração Universal dos Direitos do Homem, à Semana de Arte Moderna de 1922 à Revolução Francesa...

Temq ue ser algo anterior à Renascença e até mesmo à Jesus Cristo (aquele homem-Deus que impediu que atirassem pedras numa prostituta, questionando se alguém ali é imune de pecados).

Cheguei a ver mulatas, sambistas, subindo na mesa dos Professor, no "Gripo do Perú", na década de 90. (na FADUSP).

Esta instituição UNIBAN já era um exemplo ruim de mercantilismo da educação, de péssima qualidade de ensino (posso dizer, ao menos, das estatísticas de aprovação na OAB) e agora passa a ser um péssimo exemplo de comportamento ético, moral.

Uma vergonha.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Intolerância e preconceito

Centenas de estudantes xingando uma moça dentro de uma universidade, em São Bernardo do Campo, unicamente porque ela usava roupa muito curta, sensual.

Quem não viu a notícia, ela está por aí (link ao final).

A universidade, até antes do restante da sociedade, devia ser um espaço de convivência das diferenças, da tolerância, da aceitação.

Muitos daqueles garotos humilharam a moça pelo único motivo de ela ser diferente.

Por que aquele que é "diferente" não é aceito? ou porque a sensualidade exposta é algo agressivo aos demais?

Que espaço pode ser utilizado para a busca de uma subjetividade saudável? Como faz um jovem para transgredir, à busca de sua identidade?

Ainda falta muito tempo para as liberdades individuais serem realmente conquistadas. Já se vão alguns séculos desde a revolução francesa, desde o início do respeito à intimidade.

Sei que a palavra fascista é muito usada e tenho vontade de usá-la neste caso, mesmo sabendo ser imprópria. Se algum leitor tiver alguma sugestão, agradeço.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1359636-5605,00-ESTUDANTE+HOSTILIZADA+POR+VESTIR+ROUPA+CURTA+RECEBE+APOIO+E+CRITICAS+DOS+CO.html

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Uma final a menos

E não é que ganhamos o jogo?

O colorado valorizou muito nossa vitória. (1X0, ontem, com gol de Washinton)

Desta vez, me senti como um torcedor de basquete americano. Eu dava pulos a cada antecipação do zagueiros, a cada bola tirada de perto da área. Tal qual fazem quando os NBA's aplicam "tocos" das jogadas defensivas.

Uma maneira diferente de curtir futebol....

Poucas vezes vi três zagueiros jogando tão bem, cortando cruzamentos com tanta qualidade, fazendo corta-luz, se jogando na bola com verdadeiras acrobacias.

Do ponto de vista ofensivo o São Paulo não foi dos melhores, mas do ponto de vista defensivo, fez jus ao currículo recente. Nem parecia a defesa que tinha falhado sucessivamente contra o Santos no jogo passado.


E como gritamos naquele estádio...Poucas vezes fiquei tão nervoso na arquibancada da nossa casa de espetáculos.

Não ganhamos quase nada, é verdade, mas se este campeonato é feito de várias finais, do ponto de vista simbólico ganhamos uma delas. Sofrido, mas ganhamos. Heróicos.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Contra o colorado. Uma equipe quase legal.

Contra o Internacional, hoje.


Hoje mato saudades de ir ao Morumbi. Ali, recentemente, passei alguns bons momentos durante a Libertadores, mas, sobretudo, pelo sofrimento de ver a desclassificação diante do Cruzeiro. Desde então, estive afastado do nosso palco.

A disputa do campeonato está bonita e ganhar do colorado hoje dará um ânimo no time a na torcida. Mais que isto, fará com que os adversários diretos comecem a lembrar dos últimos anos, no silêncio quase reverente que tem marcado o convívio deles conosco (exceto algumas manifestações irresignadas dos Flamenguistas).

Enfrentar o Internacional nunca foi tarefa muito fácil. Tenho alguns amigos colorados que são bem estimados. Paulo Roberto e Fabiano Palma principalmente. Dos dois clubes de Porto Alegre é o que me causa menor antipatia. Nem foi dolorido assim perder para aqueles gaúchos a Libertadores, pois foi um lampejo no meio de uma sério hegemônica do tricolor. Diante do Grêmio, que é um clube que convive quase em cumplicidade com torcidas de extrema direita, xenófobas...o colorado acaba sendo até simpático.

Não obstante, não é possível chamar de grande um clube daqueles. O Internacional já protagonizou papelões daqueles feios e que não merecem ser esquecidos.

Alguém que é capaz de usar o episódio do Sandro Hiroshi, um claro equívoco involuntário e irrelevante para ganhar um ponto na Justiça Desportiva e deixar de ser rebaixado quase não pode ser chamado de clube grande. Eu prometi para mim mesmo que nunca esqueceria aquele episódio, ocorrido em 1999 (http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Sandro_Hiroshi). O Botafogo depois veio dar outras histórias “gloriosas”, era o retrato de um clube decadente e tudo mais. Aó que o Internacional gaúcho não precisava fazer um papelão desses pequenos.

Não bastasse, ainda vimos a torcida do Colorado distribuir pela internet o áudio da rádio gaúcha quando do gol do Rafael Sóbis na final da Libertadores: “cara de gaúcho, jeito de gaúcho, pinta de gaúcho, humilha o campeão do mundo”. Típica coisa de província. Não precisava. Podia se comportar como um verdadeiro Campeão da América, no lugar de invocar um bairrismo tacanho. Quando o “Adriano Gabirú” fez o gol na final do mundial, ninguém se referiu ao jeito de “Gabirú” do guri. Também não existe menos mérito em dar o título mundial, muito pelo contrário...

Mesmo com estas ressalvas, ainda tenho uma simpatia razoável pelo adversário de hoje. Na década de setenta teve um elenco admirável, a história da cosntrução do Beira Rio é fantástica... conseguiu até um título mundial legítimo e merecido. Consta até que as torcidas organizadas sejam amigasdas tricolores, mas isto é outra estória.

Vou ao Morumbi hoje sabendo que o colorado é um grande adversário. É jogo de risco, mas a graça está justamente aí. A derrota não seria tão dolorida neste ano. Estamos até que bem abastecidos de títulos ultimamente. Se o São Paulo não for campeão, até que o Internacional poderia tirar o título das mãos do Palmeiras.