segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Intolerância e preconceito II

O mais absurdo aconteceu no episódio da menina de saias vermelhas:

Ela foi expulsa da UNIBAN.

Como pode uma instituição querer ser chamada de Universidade e - ainda assim - perseguir por motivo moralista uma aluna?

Segundo o blog do Paulinho, o Fernando Capez faz parte da direção do curso de Direito daquela instituição.

Só mesmo na idade média seria possível acontecer algo parecido, ou ainda nos tempos da inquisição.

Tem que ser algo anterior à 1968, à Declaração Universal dos Direitos do Homem, à Semana de Arte Moderna de 1922 à Revolução Francesa...

Temq ue ser algo anterior à Renascença e até mesmo à Jesus Cristo (aquele homem-Deus que impediu que atirassem pedras numa prostituta, questionando se alguém ali é imune de pecados).

Cheguei a ver mulatas, sambistas, subindo na mesa dos Professor, no "Gripo do Perú", na década de 90. (na FADUSP).

Esta instituição UNIBAN já era um exemplo ruim de mercantilismo da educação, de péssima qualidade de ensino (posso dizer, ao menos, das estatísticas de aprovação na OAB) e agora passa a ser um péssimo exemplo de comportamento ético, moral.

Uma vergonha.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Intolerância e preconceito

Centenas de estudantes xingando uma moça dentro de uma universidade, em São Bernardo do Campo, unicamente porque ela usava roupa muito curta, sensual.

Quem não viu a notícia, ela está por aí (link ao final).

A universidade, até antes do restante da sociedade, devia ser um espaço de convivência das diferenças, da tolerância, da aceitação.

Muitos daqueles garotos humilharam a moça pelo único motivo de ela ser diferente.

Por que aquele que é "diferente" não é aceito? ou porque a sensualidade exposta é algo agressivo aos demais?

Que espaço pode ser utilizado para a busca de uma subjetividade saudável? Como faz um jovem para transgredir, à busca de sua identidade?

Ainda falta muito tempo para as liberdades individuais serem realmente conquistadas. Já se vão alguns séculos desde a revolução francesa, desde o início do respeito à intimidade.

Sei que a palavra fascista é muito usada e tenho vontade de usá-la neste caso, mesmo sabendo ser imprópria. Se algum leitor tiver alguma sugestão, agradeço.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1359636-5605,00-ESTUDANTE+HOSTILIZADA+POR+VESTIR+ROUPA+CURTA+RECEBE+APOIO+E+CRITICAS+DOS+CO.html

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Uma final a menos

E não é que ganhamos o jogo?

O colorado valorizou muito nossa vitória. (1X0, ontem, com gol de Washinton)

Desta vez, me senti como um torcedor de basquete americano. Eu dava pulos a cada antecipação do zagueiros, a cada bola tirada de perto da área. Tal qual fazem quando os NBA's aplicam "tocos" das jogadas defensivas.

Uma maneira diferente de curtir futebol....

Poucas vezes vi três zagueiros jogando tão bem, cortando cruzamentos com tanta qualidade, fazendo corta-luz, se jogando na bola com verdadeiras acrobacias.

Do ponto de vista ofensivo o São Paulo não foi dos melhores, mas do ponto de vista defensivo, fez jus ao currículo recente. Nem parecia a defesa que tinha falhado sucessivamente contra o Santos no jogo passado.


E como gritamos naquele estádio...Poucas vezes fiquei tão nervoso na arquibancada da nossa casa de espetáculos.

Não ganhamos quase nada, é verdade, mas se este campeonato é feito de várias finais, do ponto de vista simbólico ganhamos uma delas. Sofrido, mas ganhamos. Heróicos.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Contra o colorado. Uma equipe quase legal.

Contra o Internacional, hoje.


Hoje mato saudades de ir ao Morumbi. Ali, recentemente, passei alguns bons momentos durante a Libertadores, mas, sobretudo, pelo sofrimento de ver a desclassificação diante do Cruzeiro. Desde então, estive afastado do nosso palco.

A disputa do campeonato está bonita e ganhar do colorado hoje dará um ânimo no time a na torcida. Mais que isto, fará com que os adversários diretos comecem a lembrar dos últimos anos, no silêncio quase reverente que tem marcado o convívio deles conosco (exceto algumas manifestações irresignadas dos Flamenguistas).

Enfrentar o Internacional nunca foi tarefa muito fácil. Tenho alguns amigos colorados que são bem estimados. Paulo Roberto e Fabiano Palma principalmente. Dos dois clubes de Porto Alegre é o que me causa menor antipatia. Nem foi dolorido assim perder para aqueles gaúchos a Libertadores, pois foi um lampejo no meio de uma sério hegemônica do tricolor. Diante do Grêmio, que é um clube que convive quase em cumplicidade com torcidas de extrema direita, xenófobas...o colorado acaba sendo até simpático.

Não obstante, não é possível chamar de grande um clube daqueles. O Internacional já protagonizou papelões daqueles feios e que não merecem ser esquecidos.

Alguém que é capaz de usar o episódio do Sandro Hiroshi, um claro equívoco involuntário e irrelevante para ganhar um ponto na Justiça Desportiva e deixar de ser rebaixado quase não pode ser chamado de clube grande. Eu prometi para mim mesmo que nunca esqueceria aquele episódio, ocorrido em 1999 (http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Sandro_Hiroshi). O Botafogo depois veio dar outras histórias “gloriosas”, era o retrato de um clube decadente e tudo mais. Aó que o Internacional gaúcho não precisava fazer um papelão desses pequenos.

Não bastasse, ainda vimos a torcida do Colorado distribuir pela internet o áudio da rádio gaúcha quando do gol do Rafael Sóbis na final da Libertadores: “cara de gaúcho, jeito de gaúcho, pinta de gaúcho, humilha o campeão do mundo”. Típica coisa de província. Não precisava. Podia se comportar como um verdadeiro Campeão da América, no lugar de invocar um bairrismo tacanho. Quando o “Adriano Gabirú” fez o gol na final do mundial, ninguém se referiu ao jeito de “Gabirú” do guri. Também não existe menos mérito em dar o título mundial, muito pelo contrário...

Mesmo com estas ressalvas, ainda tenho uma simpatia razoável pelo adversário de hoje. Na década de setenta teve um elenco admirável, a história da cosntrução do Beira Rio é fantástica... conseguiu até um título mundial legítimo e merecido. Consta até que as torcidas organizadas sejam amigasdas tricolores, mas isto é outra estória.

Vou ao Morumbi hoje sabendo que o colorado é um grande adversário. É jogo de risco, mas a graça está justamente aí. A derrota não seria tão dolorida neste ano. Estamos até que bem abastecidos de títulos ultimamente. Se o São Paulo não for campeão, até que o Internacional poderia tirar o título das mãos do Palmeiras.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Vanderlei Luxemburgo no senado, pelo PT

A folha anunciou neste final de semana.

Vandelei Luxemburgo se filiou ao PT e vai disputar o Senado, pelo estado de Tocantins.

Graças á amizade com o filho do Lula, que é seu assistente técnico, Luxemburgo entra no PT. Ele declara que agora o partido está menos radical, o que proporciona uma identidade. Também diz que concorre pelo Tocantins porque aquele Estado novo precisa mais que outros, mais ricos.

O que dizer sobre isto? É triste...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Rio de Janeiro de novo

Tenho tido vontade de postar sobre o Rio de Janeiro, mas não encontro o tom adequado.

A sucessão de fatos...escolha da sede das Olimpíadas e guerra do tráfico (com direito a helicóptero derrubado) é mesmo impressionante.

Só mesmo a lembrança da música da Fernanda Abreu (Rio 40 graus)...purgatório da beleza e do caos... "do melhor e do pior do Brasil".

Neste domingo o Estadão trouxe uma série de artigos sobre o Rio...tratando do tema.

...mas tem sido difícil postar a minha opinião. Ouço colegas paulistas com uma visão parcial, que só enxergam os defeitos do Rio e dos cariocas. Eles falam de verdades, de defeitos que realmente existem...e eu poucas vezes consigo testemunhar com a paixão necessária a minha experiência quando morei lá. Meus amigos paulistas, aos olhos de quem viveu o melhor do Rio, parecem uns robôs ingênuos, que perderam a leveza e se distanciaram de alguns ingredientes importantes da fecilidade.


Ao mesmo tempo, vejo, à distância, o velho discurso carioca da "beleza", como se este atributo dado por Deus fosse passaporte para qualquer aventura da cidade. Mais, como se este atributo estivesse impregnado no caráter dos cariocas.
Também tem aquilo de chamar o tráfico de "movimento". Eu não esqueço de um destes meus amigos cariocas utilizando esta linguagem para se referir ao tráfico de drogas e às organizações criminosas da cidade. Uma condescendência explícita com o crime, um escapismo, uma permissividade que são intoleráveis.

Não tem jeito. Eu não consigo encontrar o caminho do meio. Continuo apaixonado por aquele lugar, por muitas da formas cariocas de ver a vida, pelo humor insuperável, pela presença de espírito imbatível... e esta condição afetiva dificulta muito a crítica.

"Do melhor e do pior do Brasil". Fica valendo a Fernanda Abreu mesmo.

Ceni expulso

Quem reviu o lance da expulsão do Rogério Ceni ontem pode reparar:

O Rogério saiu da área (e assume o ônus de não poder jogar com as mãos naquele terreno) e não consegue acertar a bola, mas tampouco acerta o adversário com seus pés.

Próprio de duas pessoas que correm em sentidos inversos, os dois jogadores se chocam. O ombro do goleiro na cabeça do jogador santista.

A rigor, não seria nem mesmo falta, mas um mero acidente de trabalho.

O Jogador não estava chutando no gol e ainda havia mais dois tricolores no caminho.

Carlos Eugênio Simon joga com a expectativa de ser apoiado pela torcida dos invejosos, que antipatizam com o ídolo tricolor. Faz a fama de juiz durão expulsando o melhor goleiro do Brasil (e quando não é o melhor continua sendo o mais completo).

Foi o mesmo árbitro que expulsou o Rogério nos primeiros minutos de um jogo contra o Vaxco em São Januário e que ajudou o time da colina a ganhar de sete naquela jornada.

É perseguição mesmo!